Aviso já que não venho para aqui fazer rimas!
Hoje não me apetece rimar... apetece-me escrever. Devia escrever no meu diário... há tanto tempo que não o faco, mas longe vai o tempo em que escrevia mais depressa à mão.
E o tempo nestes dias escasseia. Não que me queixe, gosto de estar ocupado e terei muito tempo para passar o que tenho vivido para as folhas amarelas do meu diário.
Será que alguém um dia o lerá? Que importa...
Tenho pensado ultimamente... e fico confuso. Muito confuso! Gostava de ter a clarividência de alguns filósofos, ou ter disponível aquilo que eles fumavam ou bebiam para poder decifrar tudo o que faco e as dificuldades que passo.
Por vezes parece que tudo é fácil... Vejo que atingi tanta coisa e creio nunca me ter esforcado para o conseguir. Parece que acontece. E subitamente toda a gente fica espantada, alguns com inveja... E nunca sinto que tenha sido nada de especial. Aconteceu...
Não foi preciso nenhum golpe de génio, nem ser um super homem, apenas tentei ser feliz.
E ainda assim sinto-me frustrado. Apesar de ter já cumprido alguns sonhos (coisa que muita gente nunca consegue), de ter visto tanto, de ter feito ainda mais... sinto-me triste.
E de todos os medos que deixei atrás de mim, há um que continua comigo. Tá bem que não falhei ao tentar superar os outros... Mas também nunca tentei tanto superar este sem sucesso. É frustrante conseguir perceber coisas complicadas para a maioria das pessoas, conseguir fazer as pessoas rir, conseguir deixar para trás tudo o que conheci sem certezas, não me intimidar com o desconhecido e mesmo assim não descobrir como superar este empecilho.
Como conseguir sentir-me completo.
Acho piada à maneira como falam de mim... que sou isto, aquilo e acoloutro, quando na realidade sou um pobre infeliz a quem falta aquela peca para completar o puzzle. Aquilo que faco, ou fazia, todos os dias nada mais era do que procurar a peca...
Hoje sinto-me fugir dela. Tenho medo. :(
Medo... triste, não é?
Enfim... como engenheiro já devia saber que a perfeicão não existe.
Senhoras e senhores, foi um prazer!
domingo, 24 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Encontra-me!
Gostava de não ter nada para escrever
Dias normais e iguais a todos os outros
Sem pensamentos, dúvidas, sonhos.
Gostava de nada ter para dizer.
E à luz deste desejo escusava de saber
escrever. Afinal qual é o escritor
contente? O poeta satisfeito? Toda a dor
que sentem, eu não quero saber.
Mas infelizmente sei-a. Faz parte de mim
Sem uma razão, mas todas as razões
Que fazem de mim…Este ser assim.
Um ser incompleto, triste e sem emocões.
Gostaria também de me compreender
Entender porque sou timido, porque amo
e sinto horror em o dizer. E porquê
esta insatisfacão que me mói e mata.
Por vezes culpo o dia em que nasci
O signo que me foi atribuído e a marca
dum caranguejo na minha vida.
É estupidez! Sei-o. A vida é minha.
Mas não deixo de pensar que por mais
forte que pareca, mais vazio me sinto.
Por maior e mais abrangente que esteja,
Tudo o que me preenche é o nada.
Todos os sitios onde estive, loucuras
que fiz, tudo o que experimentei…
a vida. Dava metade da vida que me
resta para a passar contigo.
Sejas quem fores, encontra-me!
Dias normais e iguais a todos os outros
Sem pensamentos, dúvidas, sonhos.
Gostava de nada ter para dizer.
E à luz deste desejo escusava de saber
escrever. Afinal qual é o escritor
contente? O poeta satisfeito? Toda a dor
que sentem, eu não quero saber.
Mas infelizmente sei-a. Faz parte de mim
Sem uma razão, mas todas as razões
Que fazem de mim…Este ser assim.
Um ser incompleto, triste e sem emocões.
Gostaria também de me compreender
Entender porque sou timido, porque amo
e sinto horror em o dizer. E porquê
esta insatisfacão que me mói e mata.
Por vezes culpo o dia em que nasci
O signo que me foi atribuído e a marca
dum caranguejo na minha vida.
É estupidez! Sei-o. A vida é minha.
Mas não deixo de pensar que por mais
forte que pareca, mais vazio me sinto.
Por maior e mais abrangente que esteja,
Tudo o que me preenche é o nada.
Todos os sitios onde estive, loucuras
que fiz, tudo o que experimentei…
a vida. Dava metade da vida que me
resta para a passar contigo.
Sejas quem fores, encontra-me!
sábado, 15 de dezembro de 2007
Para...
Vejo o teu cabelo
Ondular na suave
brisa de Verão
Leve, sedoso
Como que os ramos
Dum pinheiro frondoso
Se agitam ao cair do serão.
A luz dos teus olhos
Ilumina-me a vista
Traz luz a minha escrita
E movimento a caneta.
Que dum assomo de pressa
Deixa estas letras
Num caderno de folhas.
Mas é do teu sorriso
Da beleza da tua face
Que sinto saudade
A falta do calor que sinto
Quando sem contar
Sinto o teu sorriso
Tocar em mim.
Gostava de dizer
Sinto a falta do teu beijo.
Mas não posso sentir perda
De algo que nunca tive.
Mas imagino!
Com toda a forca
Que em mim vive.
Quase vejo e sinto
O teu toque de seda
O sabor do teu beijo
No sonho do meu desejo.
Para:
Uma mulher
Não uma qualquer
Mas aquela
Que só pode ser bela
Aos olhos do meu desejo
Da qual anseio o beijo.
Ondular na suave
brisa de Verão
Leve, sedoso
Como que os ramos
Dum pinheiro frondoso
Se agitam ao cair do serão.
A luz dos teus olhos
Ilumina-me a vista
Traz luz a minha escrita
E movimento a caneta.
Que dum assomo de pressa
Deixa estas letras
Num caderno de folhas.
Mas é do teu sorriso
Da beleza da tua face
Que sinto saudade
A falta do calor que sinto
Quando sem contar
Sinto o teu sorriso
Tocar em mim.
Gostava de dizer
Sinto a falta do teu beijo.
Mas não posso sentir perda
De algo que nunca tive.
Mas imagino!
Com toda a forca
Que em mim vive.
Quase vejo e sinto
O teu toque de seda
O sabor do teu beijo
No sonho do meu desejo.
Para:
Uma mulher
Não uma qualquer
Mas aquela
Que só pode ser bela
Aos olhos do meu desejo
Da qual anseio o beijo.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Enquanto dormias
Sonhei contigo
A maneira como o teu
cabelo, perfeito, se moveu
na caricia do meu toque
e no suspiro que se seguiu.
Estavas linda, como és,
Serena enquanto dormias.
E eu sonhava
sem saber estar a sonhar.
O teu respirar, leve,
de ar feito. E a delicia
de te sentir expirar.
Que linda estavas!
Como a tua pele, macia,
parecia seda sob os
meus dedos trémulos
de excitacão. Nunca antes
me senti assim. Tu sabes,
perto da perfeicão.
Subitamente o dia nasceu
no teu olhar que abriu e
todo um Sol pleno de luz
e energia raiou iluminando
o meu dia. E a expressão
da tua face ao acordar,
como mil mistérios por desvendar,
não percebeu o meu rosto
de alegria. Como gostava
de explicar a tua perfeicão
Enquanto dormias.
A maneira como o teu
cabelo, perfeito, se moveu
na caricia do meu toque
e no suspiro que se seguiu.
Estavas linda, como és,
Serena enquanto dormias.
E eu sonhava
sem saber estar a sonhar.
O teu respirar, leve,
de ar feito. E a delicia
de te sentir expirar.
Que linda estavas!
Como a tua pele, macia,
parecia seda sob os
meus dedos trémulos
de excitacão. Nunca antes
me senti assim. Tu sabes,
perto da perfeicão.
Subitamente o dia nasceu
no teu olhar que abriu e
todo um Sol pleno de luz
e energia raiou iluminando
o meu dia. E a expressão
da tua face ao acordar,
como mil mistérios por desvendar,
não percebeu o meu rosto
de alegria. Como gostava
de explicar a tua perfeicão
Enquanto dormias.
Quem és?
És a essência
De cada linha
Que ao escrever
Me delicia.
A paciência
Que dedico
A esta fantasia
Que é minha.
Da qual és parte
Luz do meu dia
Objecto de arte
Sorriso de alegria.
De cada linha
Que ao escrever
Me delicia.
A paciência
Que dedico
A esta fantasia
Que é minha.
Da qual és parte
Luz do meu dia
Objecto de arte
Sorriso de alegria.
Fosses tu
Fosses tu uma gota
Salgada de mar
Guardava-te no meu olhar
Para nunca te chorar.
Fosses tu uma rosa
Sentiria o teu odor
Acabava com a dor
Que guardo em prosa.
Fosses tu uma pedra
Ter-te-ia na mão
Para que na dor de coracão
Tivesse onde me agarrar.
Infelizmente
Não te consigo agarrar
Apenas posso desejar
Um dia cruzar o teu olhar.
Salgada de mar
Guardava-te no meu olhar
Para nunca te chorar.
Fosses tu uma rosa
Sentiria o teu odor
Acabava com a dor
Que guardo em prosa.
Fosses tu uma pedra
Ter-te-ia na mão
Para que na dor de coracão
Tivesse onde me agarrar.
Infelizmente
Não te consigo agarrar
Apenas posso desejar
Um dia cruzar o teu olhar.
Corpo
Sinto-me um corpo
Um corpo so, vazio.
Sinto o que me rodeia
Nao sei o que sinto,
Nao tenho alma
Que pense o que sinto.
Sou ignorante por isso
Sinto sem saber existir
Pois tudo o que sinto,
Nao passa de só sentir.
Nada me preenche!
Talvez ja esteja cheio
Do nada, vazio, espaco
Longe vai o tempo
em que estava cheio
E hoje sinto que a minha
vida vai a meio!
Esvaziarei em breve?
Faz sentido esse ciclo?
Nasce, cheio
Chega a meio, vazio
Volta a encher
Para pleno de tudo
Voltar a morrer.
(o resto e para mim e so para mim)
Um corpo so, vazio.
Sinto o que me rodeia
Nao sei o que sinto,
Nao tenho alma
Que pense o que sinto.
Sou ignorante por isso
Sinto sem saber existir
Pois tudo o que sinto,
Nao passa de só sentir.
Nada me preenche!
Talvez ja esteja cheio
Do nada, vazio, espaco
Longe vai o tempo
em que estava cheio
E hoje sinto que a minha
vida vai a meio!
Esvaziarei em breve?
Faz sentido esse ciclo?
Nasce, cheio
Chega a meio, vazio
Volta a encher
Para pleno de tudo
Voltar a morrer.
(o resto e para mim e so para mim)
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